Abril 2011 | Arquidiocese de Fortaleza

Publicado em 30/04/2011 por

Encontro sobre a Campanha Nacional de Desarmamento Voluntário

A Arquidiocese de Fortaleza convida Párocos, Vigários, Diáconos, Religiosos, Religiosas e Agentes de Pastorais para participar de uma manhã de esclarecimentos sobre a CAMPANHA NACIONAL DE DESARMAMENTO VOLUNTÁRIO.

O evento acontecerá na próxima quarta-feira, dia 04 de maio, das 9 às 11horas no Centro de Pastoral Maria , Mãe da Igreja. Será um encontro informativo sobre a Campanha que terá seu lançamento nacional no dia 06 de maio de 2011.

A ocasião contará com a assessoria de Eduardo Teodósio de Quadros (Duda Quadros), Coordenador Regional da Campanha Nacional de Entrega Voluntária de Armas e Munições.

O Centro de Pastoral “Maria, Mãe da Igreja” está localizado na Rua Rodrigues Junior, 300 – Centro.

Informações (85) 3388 8703 ou 3388 8702

Publicado em 30/04/2011 por

“Viver a Páscoa”

Após quarenta dias de preparação (Quaresma), celebramos a Páscoa do Senhor no Tríduo da Morte, Sepultura e Ressurreição de Jesus.

Estas celebrações não são apenas a lembrança de acontecimentos já milenares, mas a vivência atual do que se tornou definitivo além do tempo para a eternidade.

Vivemos o Dia eterno do Senhor vencedor da morte, Vivo para sempre. Aquele que se fez homem mortal, o Imortal Verbo de Deus, para poder dar sua vida na realização da Vontade do Pai pela salvação de toda a humanidade. E o Amor de Deus foi derramado na carne humana do Filho de Deus encarnado e por Ele a todo ser humano é dada a vitória sobre o pecado e a morte, tornando-o imortal.

Vivemos a Páscoa: o Dia eterno já iniciado, a plenitude da humanidade na Vida divina já completa em Jesus e penetrando na humanidade toda.

Assim se expressa a Liturgia da Igreja, quando vive a festa da Páscoa da Ressurreição de Jesus por cinquenta dias como um único Dia – o dia oitavo da criação – Domingo, Dia do Senhor Ressuscitado.

Com Jesus vitorioso sobre a morte, o Ressuscitado, entramos no destino último da humanidade e de todo o universo – a Vida Eterna. Esta Vida não é apenas uma continuidade da mesma vida que vivemos no mundo passageiro, é a Vida em plenitude divina de Amor: Reino de Deus.

Como celebramos na Solene Vigília Pascal, somos iniciados na vida em Cristo pela fé – novo nascimento pelo banho do Batismo, pela Unção do Espírito Santo, na plena comunhão em Cristo – em seu Corpo e Sangue – na Igreja, Seu Corpo Místico.

Esta iniciação agora prolonga-se pela vida de Fé, de Esperança e de Caridade. A vida dos discípulos e discípulas de Jesus é vida de comunhão em Deus, nos caminhos do mundo rumo à definitiva Vida: “(Col. 3,)1 Se ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas do alto, onde Cristo está entronizado à direita de Deus; 2 cuidai das coisas do alto, não do que é da terra. 3 Pois morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. 4 Quando Cristo, vossa vida, se manifestar, então vós também sereis manifestados com ele, cheios de glória.” Superam-se em realização todos os sonhos e anseios humanos de felicidade.

Viver a Páscoa, a Vida do novo nascimento, a ressurreição, o divino Amor, é a vida de todo cristão. Ele, como o Cristo, passa por este mundo com a potência do Amor de Deus, impregnando-o com o mesmo Amor, construindo o Mundo novo e definitivo.

Viver a Páscoa é transbordar do Amor de Deus: “(Apoc 21,)1 Vi então um novo céu e uma nova terra. Pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. 2 Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, descendo do céu, de junto de Deus, vestida como noiva enfeitada para o seu esposo. 3 Então, ouvi uma voz forte que saía do trono e dizia: “Esta é a morada de Deus-com-os-homens. Ele vai morar junto deles. Eles serão o seu povo, e o próprio Deus-com-eles será seu Deus. 4 Ele enxugará toda lágrima dos seus olhos. A morte não existirá mais, e não haverá mais luto, nem grito, nem dor, porque as coisas anteriores passaram”. 5 Aquele que está sentado no trono disse: “Eis que faço novas todas as coisas”. Depois, ele me disse: “Escreve, pois estas palavras são dignas de fé e verdadeiras”. 6 E disse-me ainda: “Está feito! Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. A quem tiver sede, eu darei, de graça, da fonte da água vivificante. 7 Estas coisas serão a herança do vencedor, e eu serei seu Deus, e ele será meu filho”.”

+ José Antonio Aparecido Tosi Marques, Arcebispo Metropolitano de Fortaleza

Publicado em 30/04/2011 por

Decretos e Provisões na Arquidiocese de Fortaleza, mês de abril de 2011

Provisão de Vigário Paroquial de N. Sra. de Nazaré – Montese – Pe. Gilson Nunes da Silva, FN 18 04 11

Provisão de Vigário Paroquial de N. Sra. de Nazaré – Montese – Pe. Sergio Giacinto Cometti, FN 18 04 11

Provisão de Vigário Paroquial de N. Sra. de Nazaré – Montese – Pe. Rui Ari Azevedo Pinheiro de Lima, FN 18 04 11

Uso de Ordem na Arquidiocese de Fortaleza – Pe. José Cleto Oliveira Ferreira, FN 18 04 11

Uso de Ordem na Arquidiocese de Fortaleza – Pe. Francisco Aglailton Lourenço da Silva, FN 18 04 11

Uso de Ordem na Arquidiocese de Fortaleza – Pe. Giancarlo Caprini, FN 18 04 11

Uso de Ordem na Arquidiocese de Fortaleza – Pe. Gérson Luiz Peres Gomes – Dioc de Sobral 18 04 11

Uso de Ordem na Arquidiocese de Fortaleza – Pe. André Luiz Gionbelli, MI 18 04 11

Uso de Ordem na Arquidiocese de Fortaleza – Pe. Camilo João Munaro, MI 18 04 11

Uso de Ordem na Arquidiocese de Fortaleza – Pe. José Ranilson Belém de Souza – da Diocese de Crato 18 04 11

Provisão Diaconal – Antonio Kaubi Lopes da Silveira – na paróquia São José de Ribamar em Aquiraz 18 04 11

Provisão dos membros do Conselho Econômico – Paróquia N S da Penha – Sucatinga 19 04 11

Provisão dos membros do Conselho Econômico – Paróquia Jesus Maria e José – Beberibe 19 04 11

Provisão dos membros do Conselho Econômico – Paróquia N S da Palma – Baturité 19 04 11

Provisão dos membros do Conselho Econômico – Paróquia N S do Perpétuo Socorro – Alto Alegre 19 04 11

Publicado em 29/04/2011 por

3º Reencantamento da Vida Contemplativa, em Canindé (CE)

Dia 28 de abril aconteceu em Canindé no mosteiro das Clarissas, o 3º Reencantamento da Vida Religiosa.

Presentes: irmãs Carmelitas, Concepcionistas, Beneditinas, Clarissas e Agostinianas num total de 38 religiosas. O encontro contou com a presença de D. José Haring que trabalhou o tema Ecologia a partir de Francisco, os bispos auxiliares de Fortaleza de D. Rosalvo Cordeiro de Lima e D. José Luiz Ferreira Salles e a Presidente da CRB Ir. Ivani Brito.

Além da eucaristia e momento formativo, houve também partilha, troca de experiências e recreação. Ao entardecer as irmãs visitaram o Santuário de São Francisco.

Veja as fotos

Publicado em 29/04/2011 por

Lançada a 15ª Romaria da Terra do Ceará

Cartaz da 15ª Romaria da Terra do Ceará

No testemunho dos Mártires: Terra, Água e Dignidade. Com este tema a Comissão Pastoral da Terra do Ceará (CPT) lança a 15ª Romaria da Terra, que será realizada em Itapipoca, no dia 07 de agosto de 2011, sob a proteção de Nossa Senhora das Mercês.

Nesses 36 anos de história e caminhada da CPT as Romarias da Terra têm sido espaços de fortalecer a luta pela Terra, o protagonismo camponês, a religiosidade popular, as organizações campesinas, a defesa e promoção da vida dos camponeses e camponesas e do meio ambiente.

O termo Romaria da Terra é carregado de significados. Romaria é um termo especificamente religioso, que expressa a caminhada do povo de Deus para um lugar sagrado, ou seja, um Santuário. Desde os tempos da Bíblia, o povo de Deus é um povo romeiro (cf. Ex 3-18), que segue, guiado por Deus, em direção à Terra Prometida, “… uma terra fértil e espaçosa, terra onde corre leite e mel..” (Ex 3, 8). A Terra também é Santuário, lugar sagrado. Os povos indígenas e afro, os camponeses e camponesas nos ensinam concretamente como valorizar a sacralidade da Terra.

O livro do Êxodo, que significa saída, ao narrar a libertação do povo hebreu escravo no Egito, nos reporta a um outro significado muito importante da Romaria da Terra: romeiros e romeiras da Terra são aqueles homens e mulheres que lutam por sua libertação dos sistemas de opressão e pela libertação da Terra, para que esteja disponível à quem dela precisa, quer trabalhar e cuidar com responsabilidade. O povo de Deus era escravo no Egito, exilado de sua própria Terra, quando Deus chamou Moisés para libertá-lo. Romeiros e romeiras da Terra é gente simples, que vive em situação de escravidão pelo fato de estarem presos aos regimes patronais ou mesmo vivendo em favelas nas grandes cidades, sem as mínimas condições de vida digna, pelo fato de não terem a própria Terra para viverem e produzirem de acordo com seus costumes e valores.

Nesse contexto, tão antigo e tão atual, as Romarias da Terra se apresentam como espaço de resistência popular camponesa. Apesar do sofrimento, uma forte característica dos camponeses e camponesas é o seguimento firme na luta, confiante em Deus Libertador dos pobres e oprimidos. Os romeiros e romeiras que se dirigem aos Santuários tradicionais, para levar seus ex-votos e fazer seus pedidos, o fazem pela fé, na esperança de que a vida possa melhorar.

Dessa maneira, aqueles que participam das Romarias da Terra, que fazem o mesmo caminho dos romeiros e romeiras das Romarias tradicionais, seguem acreditando que Deus fortalece a luta pela Terra e os conduzirá a uma vitória final, à Terra prometida, onde corre o leite e o mel, frutos do trabalho dos camponeses e camponesas.

A Romaria da Terra também quer dar visibilidade a tantos projetos alternativos de convivência com o semiárido que estão acontecendo em nossas comunidades. O povo que vive no sertão e faz o sertão viver segue em romaria, acreditando que a conquista da Terra se faz também com a conquista de novas maneiras de viver na Terra e produzir orgânica e sustentavelmente.

Outra característica da Romaria da Terra é ser um espaço de denúncia de todas as injustiças que atingem os camponeses e camponesas. Desde o início, as Romarias da Terra tem se empenhado em denunciar toda forma de concentração da Terra, de latifúndio. A Terra é dom de Deus e deve estar a serviço de quem dela precisa para trabalhar e viver. A concentração fundiária é uma chaga para o Brasil, que segue fazendo vítimas desde a invasão estrangeira de nosso país. Nesse contexto, a CPT reafirma o seu compromisso na luta pela Reforma Agrária.

Muitas denúncias têm sido feitas nas Romarias da Terra por todo o Brasil: a especulação fundiária, o uso de agrotóxicos, os monocultivos, o agro e hidronegócios, as grandes barragens, as obras de infra-estrutura, as ameaças de morte, perseguições, prisões e assassinatos de lideranças camponesas, situações que geram inúmeros conflitos no campo, em sua grande maioria sistematizados no Caderno de Conflitos no Campo Brasil, publicado anualmente há 26 anos pela CPT.

As Romarias da Terra são uma grande festa. As equipes de CPT se empenham com todas as forças para prepará-las bem, porém, quem garante mesmo o êxito em sua realização são os camponeses e camponesas. Sem eles, as Romarias da Terra não teriam sentido. Expressam a diversidade camponesa através dos testemunhos, dos cantos, dos símbolos, da produção alternativa e orgânica, da organização, das artes, das expressões de fé e resistência.

Neste ano, a Romaria da Terra do Ceará faz memória dos Mártires da luta pela Terra. São tantos homens e mulheres, que neste chão, derramaram seu sangue, fazendo brotar sementes de resistência, libertação e vida. Como exemplo motivador, fazemos memória dos agricultores Manoel Veríssimo Neto e seus filhos Raimundo Veríssimo Mano e Francisco Carlos Veríssimo, mortos no conflito da Fazenda Jandaíra, município de Trairí, em 1986, quando o proprietário da fazenda, querendo implantar um projeto de reflorestamento, planejou expulsar as 60 famílias que ali residiam. Mártires, lutadores e lutadoras do povo de outras regiões do Estado serão lembrados desde os encontros preparatórios ao dia da Romaria.

As Romarias da Terra continuam sendo um espaço importante e necessário para fortalecer a fé e a luta camponesa. Que Jesus de Nazaré, romeiro, abençoe a todos e todas nós nesta caminhada rumo à Terra Prometida deste Ceará, do nosso Nordeste. Como diz a canção: “O Nordeste é a Terra prometida aos nordestinos”. Vamos à Itapipoca, fortalecidos e motivados pelo Testemunho dos Mártires, comprometidos na luta por Terra, Água e Dignidade.

Thiago Valentim, CPT CE

29 de abril de 2011

Publicado em 29/04/2011 por

Meditação do Evangelho- 2º Domingo da Páscoa (Jo 20,19-31)

Neste segundo domingo da páscoa, como comunidade de fé, nos reunimos na comunhão fraterna, na escuta atenta da Palavra, na fração do pão e nas orações, vencendo o medo e testemunhando a presença do Senhor ressuscitado no mundo.

A cena do evangelho deste domingo é marcada por sinais que apontam para grandes dificuldades em reconhecermos a presença do ressuscitado entre nós: Já é noite (domínio das trevas), as portas do lugar onde os discípulos encontram-se reunidos estão fechadas e o medo toma conta de todos! Um ambiente praticamente impenetrável, onde é destacável o fechamento tanto estrutural quanto dos corações.

Entretanto Jesus rompe todas as barreiras, entra no recinto, põe-se no centro, mostra as marcas da paixão e faz a primeira, das duas, proclamações pascais: “a paz esteja convosco” (v.19 e 21), sendo que na segunda vez o dom da paz é tomado como base ou pressuposto para o envio na missão: “Como o Pai me enviou também eu vos envio”(v.21b).

O Senhor também além da paz nos dá outros dons como fruto de sua ressurreição: o Espírito Santo, a reconciliação e a fé; esta proclamada por Tomé na expressão: “Meu Senhor e meu Deus!” Aliás, este discípulo representa todas as nossas aspirações em fazer, verdadeiramente, uma experiência pessoal com o ressuscitado.

Por muitas vezes poderemos somente pensar que Tomé é um homem apenas sem fé, pois o próprio Senhor o exorta dizendo: “Não sejas incrédulo, mas fiel”! (v.27) Além do mais ele não aderiu à fé quando os seus irmãos atestaram que viram o Senhor (V.25). Entretanto, por meio dele, recebemos uma belíssima promessa de Jesus: “Bem-aventurados os que creram sem terem visto” (V.29).

Somos testemunhas privilegiadas por meio da fé que temos em Jesus ressuscitado e também convidados a ajudar a construir o reinado de Deus por meio de relações comunitárias diferentes do que normalmente encontramos em nosso cotidiano.

Em outras palavras; a comunidade que tem Jesus ressuscitado no centro de sua vida é marcada por valores próprios desta presença divina, tais como a oração, a partilha comum dos bens e dos dons, a perseverança na orientação recebida, a capacidade de bendizer a Deus, em sua grande misericórdia que nos fez “nascer de novo, para uma esperança viva, para uma herança incorruptível” (1Pd 1,3-4) mesmo diante das provações e dificuldades dos tempos presentes!

Celebramos a páscoa de Jesus juntamente com todos os trabalhadores deste nosso país que com as dificuldades cotidianas lutam por melhores e justas condições de trabalho, de remuneração e de oportunidades. Também agradecemos a Deus por sua misericórdia com seus filhos e também pela beatificação de João Paulo II.

Em Jesus, o bom pastor e Maria nossa Mãe.

Pe. Fernando Antonio Carvalho Costa

Publicado em 29/04/2011 por

Avaliação da Campanha da Fraternidade 2011

É tempo de Páscoa-Vida Nova.
É tempo de cuidar ainda mais da vida e do planeta “ventre” da vida.
É tempo de avaliar a Campanha da Fraternidade 2011.

Por isso colocamos este subsídios de avaliação da CF à disposição de todos e pedimos encarecidamente que os membros das equipes paroquiais, das áreas pastorais tirem um tempinho e se dediquem a este trabalho de avaliação.

É a avaliação que mostrará os benefícios conseguidos com a Campanha, os avanços, as lacunas… por isso a necessidade de fazê-la bem feita.

Solicitamos que a avaliação, conforme roteiro em anexo, seja feita até dia 10 de maio e enviada por e-mail (contato@arquidiocesedefortaleza.org.br) ou correio convencional

Centro de Pastoral “Maria, Mãe da Igreja”
Av. DomManuel, 339
Centro
60606-090 Fortaleza – CE

Outras pessoas, grupos, pastorais, movimentos…. poderão fazer a avaliação

Informações: 85 3388-8701 falar com Rosélia

Avaliação CF 2011.doc

Avaliação CF 2011.doc

Publicado em 28/04/2011 por

Memórias de Guaiúba

Reproduzimos aqui texto do Blog da Paróquia de Guaiúba (CE), contanto a história da Paróquia.

Memórias de Guaiúba
Um dos principais objetivos desse blog é colocar os fiéis católicos guaiubanos em contato direto com um projeto de paróquia missionária, ou seja, uma proposta de evangelização moldada nos princípios que conduzem o real sentido da fé cristã que é a escuta audaz da palavra de Deus, anunciação viva que alimenta nossa nossa existência e a formação de pequenas comunidades cristãs. De acordo com alguns relatos históricos o município de Guaiúba sempre se mostrou fervoroso diante das ações evangelizadoras desenvolvidas pela igreja e isso ficou registrado através da história oral e de algumas fotografias. Reservaremos nesse blog um espaço para a exposição de algumas dessas fotografias antigas (Memórias de Guaiúba), sendo que a apresentação das mesmas obedecerá a uma ordem cronológica seguida de um breve comentário. Será responsável por esse espaço o professor e memorialista Antônio Carlos Sales Paiva.

Igreja Matriz de Guaiúba, em 1932

Igreja Matriz de Guaiúba no ano de 1932

No decorrer dos anos os moradores de Guaiúba deram prova de devoção ao cristianismo, sobretudo nos momentos de aflição como os vividos nas secas de 1825 e 1845.

O sofrimento provocado pelas secas e por pestes que afligiam o Ceará, sensibilizou moradores e proprietários do lugar para a construção de uma Capela.

Em meados do século XIX, Domingos da Costa e Silva – o Domingão – sitiante em Guaiúba e possuidor do Engenho Rio Formoso na referida cidade, erguia uma pequena ermida de palha assentando a frente uma cruz de madeira. A Capela foi descrita pelo cientista Freire Alemão em visita a Guaiúba no ano de 1859 como sendo uma “pobre igreja sem aparência de templo, numa meia laranja, com praça em frente, guarnecida pelos dois lados e mais baixo que a igreja, por casas térreas e pobres”.

Em 1885 André Accioly de Vasconcelos, João Facundo de Menezes e Constantino da Costa e Silva resolveram construir a atual Matriz de Guaiúba. A nova capela ficou ainda por muito tempo incompleta, mas em 1898, nas Missões de Frei Davi de Milão, o povo de Guaiúba concluiu a igreja.

Essa fotografia apresenta a igreja no ano de 1932 e vê-se claramente que sua edificação foi realizada numa das partes mais altas da cidade, evidenciando talvez o fato de ser a Capela um espaço de fervor e destaque em meio a outros prédios públicos construídos na mesma época, como a Estação da Estrada de Ferro. Consta também nos altos de nossa história que o município começou a organizar toda sua área urbana em torno da Igreja Matriz e que com a construção e inauguração da Estação Ferroviária Guaiúba passou a ser habitada em novo espaço, dessa vez em torno desse novo prédio.

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Publicado em 28/04/2011 por

Seminário discutirá os impactos socioambientais e para a saúde humana da possível mineração de urânio e fosfato no Ceará

Thiago Valentim, Coordenador Estadual da CPT

Nos dias 04 a 06 de maio de 2011, em Itatira – Ceará, as entidades CPT, MST, Núcleo Tramas – UFC, Cáritas Diocesana de Sobral e ONG Cactus estarão realizando um seminário de estudo sobre os impactos da possível mineração de urânio e fosfato no Ceará.

A mina de Itataia, localizada há 60km do município de Santa Quitéria e dentro dos limites geográficos deste, é a maior do Brasil. O coletivo de entidades decidiu realizar o seminário em Itatira pela proximidade da mina com este município, de apenas 16km, o qual será mais atingido do que todos os outros.

Com a retomada dos programas nucleares em diversos países da América Latina, inclusive no Brasil, o Governo Federal pretende ativar esta mina, mesmo com todos os impactos socioambientais e para a saúde humana que este empreendimento trará. É mais uma investida do grande capital na obtenção de lucros desenfreados, em detrimento da qualidade de vida das populações locais. O consórcio responsável pela mineração é formado pela INB (Indústrias Nucleares do Brasil) e a Galvani.

Os recentes tristes acontecimentos no Japão (terremoto e tsnumani), que atingiram os reatores da usina atômica de Fukushima Daiichi, causando acidentes nucleares de grandes proporções, intensificaram o debate sobre a produção de energia nuclear, comprovando que não é uma energia limpa e nem segura. Todo o ciclo do urânio, desde a extração à sua utilização como combustível nas usinas nucleares, é perigoso e altamente poluidor.

Mesmo com todas as evidências, o governo brasileiro insiste em continuar firme com o seu programa nuclear, anunciando a continuidade da construção de Angra III e mais quatro usinas atômicas no Nordeste.

Isso é comprovado na recente matéria publicada pelo Diário do Nordeste (26 de abril de 2011), sobre o 7º Fórum de Debates, organizado pelo Centro Industrial do Ceará (CIC) e Fundação Ulisses Guimarães, que contou com a presença da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, representantes da Petrobrás, INB, governo do Estado e parlamentares.

A seguir, algumas informações dadas pelo presidente da INB, Alberto Tranjan Filho neste evento, segundo a reportagem:
• “… o início da operação, prevista inicialmente para fim de 2013, ficou pra julho de 2015…
• … o atraso ocorre por conta do licenciamento ambiental, que está sendo refeito…
• … o licenciamento das usinas será de responsabilidade apenas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que exige novos Estudo e Relatório de Impactos Ambientais (EIA/RIMA)…
• … o EIA/RIMA deve ser entregue em fevereiro do próximo ano…
• ‘O cronograma segue em comum acordo entre INB e Conselho Nacional de Energia Nuclear (Cnem) no intuito de reduzir o tempo para licenciamento’…
• … mas a realização de audiências públicas podem atrasar o cronograma… (sic!)
• … investimento de R$ 700 milhões, oriundos da Galvani, que vai extrair o fosfato para produção de fertilizantes, a receita líquida da produção será entre US$ 300 milhões e US$ 500 milhões por ano.
• … A produção começa em 1.100 toneladas por ano de urânio até 2020. Depois, cresce para 1.500 t/ano. No caso do fosfato, a produção inicial será de 240 mil toneladas por ano até 2020, quando subirá para 280 mil toneladas/ano…
• … A única usina de urânio em operação hoje no Brasil situa-se em Caetité, na Bahia, e produz 400 toneladas por ano…
• … Juntas, Caetité e Itataia, irão abastecer as usinas nucleares no Brasil, sendo que duas estão funcionando (Angra I e II), uma está em construção (Angra III), outras quatro serão anunciadas…
• … ‘Este é o projeto mais importante da INB’ ”

Alguns pontos são muito questionáveis. Em nenhum momento, analisando a reportagem, o presidente da INB demonstrou preocupação com os últimos acontecimentos no Japão em relação à produção de energia nuclear e a segurança das populações, seguindo firme no projeto de concretização da mineração.

O investimento é muito alto e maiores os lucros. Questionamos: Quem vai, de fato, lucrar com este empreendimento? O progresso virá? Para quem? Que tipode de progresso é este? O que vai ficar para as comunidades do entorno e para o meio ambiente? Grandes obras, grandes impactos, grandes injustiças!

A realização de audiências públicas é vista como atraso no cronograma (sic!).

O governo federal e governos estaduais continuam empurrando de goela abaixo as grandes obras por todo o Brasil e fazendo “corpo mole” na hora de investir na agricultura familiar camponesa, nos projetos alternativos de convivência com os biomas e na concretização de reformas importantes para a democracia, como a reforma política, tributária e agrária.

Este seminário terá como objetivo formar militantes e agentes dos movimentos, pastorais sociais e lideranças das comunidades do entorno no enfrentamento da mineração, informar sobre o processo licitatório e traçar estratégias de ação, com planejamento de atividades coletivas em todos os municípios atingidos pela mineração.

Além dos militantes e agentes de movimentos e pastorais sociais que atuam na região, participarão representantes de todas as comunidades do entorno da mina, professores universitários, pesquisadores e ainda um grupo da CPT BA que atua na região de Caetité, para um intercâmbio.

Esperamos que este seminário seja um momento privilegiado de fortalecimento da luta em defesa da vida e do meio ambiente.

Thiago Valentim, CPT CE

Publicado em 28/04/2011 por

Carta da Páscoa da Pastoral Vocacional

“Cristo ressuscitou! Sim, verdadeiramente ressuscitou!
Aleluia!”

Querido Irmão(ã) em Nosso Senhor Jesus Cristo,

Entramos num novo tempo litúrgico na vida da Igreja e, consequentemente, em nossa vida de cristãos católicos. Falo do Tempo da Páscoa, que se prolongará até o Domingo de Pentecostes. Este tempo é importantíssimo para nós, uma vez que é a Páscoa de Jesus o evento mais importante da nossa fé, pois “se Cristo não ressuscitou vã seria a nossa fé” (I Cor 15,14).

Esse é o período, por excelência, para pensarmos nos acontecimentos de ressurreição na nossa vida, que ocorreram ou ocorrem conosco: pense em quanta coisa boa Deus tem feito na sua vida pessoal, na sua vida de família, na sua vida de vocacionado! Quantas experiências de superação de nossas fraquezas podem comprovar que a vida, vivida no dom do Espírito de Deus, é vencedora sobre a morte. E é o próprio Jesus quem atesta: “No mundo tereis tribulações, mas tende coragem: eu venci o mundo!” (Jo 16,33).

E não é só isso! Basta ver ao nosso redor, por exemplo para um casal: quanta vida Deus transmite a um lar com a chegada dos filhos e filhas – eis um momento de ressurreição, eis um momento de dor, o parto, que é capaz de ser sentido como momento de vida nova, dom de Deus na vida de um casal – experiência pela qual muitos têm passado e podem comprovar, com certeza.

Mais ainda, na vida daqueles que se sentem chamados pelo Senhor para um seguimento mais próximo, na  radicalidade do Sacerdócio Ministerial e da Vida Consagrada, quantas experiências de dor, de renúncias, de ascese que nos fazem mais próximos da Cruz de Jesus, mas quantas experiências de vida nova, de libertação e de ressurreição se vive na medida em que a vida entregue por algo maior se sente realizada e com sentido de que vale a pena entregar a vida pelo projeto de esperança e de amor do Reino de Deus.

Mas, uma pergunta pode nos inquietar: como viver este Tempo da Páscoa como cristão católico? Como você sabe, para tudo na vida é preciso dedicar atenção, até para que as coisas não passem despercebidas – digo isto por que na vida de um toda pessoa, especialmente aqui nossa vida cristã, já estão presentes vários momentos de Ressurreição. Para começo de conversa, logo nos aparece um momento forte que pode ser lugar de ressurreição, é o momento da oração pessoal com o Senhor. Eis aí um lugar de ressurreição, porque o fiel pode perceber o seu crescimento, a sua maturidade humana, a partir da verdade de cada um, colocada na oração como ponte para a superação daquilo que pode atrapalhar e, por outro lado, promover tudo aquilo que anima uma vez que a Páscoa é a superação da morte. Por isso a oração pessoal é, antes de tudo, lugar de ressurreição, lugar de Páscoa! Pense nisso.

O Tempo da Páscoa, como nos atestam os Atos dos Apóstolos, é o tempo em que as comunidades cristãs se preparam e organizam-se, é tempo de escuta atenta da voz do Ressuscitado que é ouvida quando estamos reunidos e unidos – como os discípulos estavam reunidos nas aparições de Jesus Ressuscitado. Assim, a Páscoa de Jesus pode ser vivida por nós, por você, quando estamos reunidos em comunidade, aí, na sua paróquia, na sua pastoral, no seu grupo de oração, movimento, serviço, enfim. Aí o Ressuscitado fala e quer ser escutado. Fala na Palavra, fala no momento da partilha da vida iluminada pela Palavra de Deus, fala quando da recepção dos Sacramentos, na Iniciação Cristã. Ele está presente e fala, de modo excelente na Celebração da Eucaristia. Se o Ressuscitado fala em cada momento desses antes mesmo deles Ele já falou. E como falou? Jesus Cristo vivo falou conosco, falou com cada pessoa, com cada cônjuge, na vida de casal,  com cada vocacionado e vocacionada ao sacerdócio e à vida consagrada, quando estes procuram viver a vida cristã e daí entregam o seu testemunho para a vida da comunidade e para sociedade por vezes descrente e perdida dos valores éticos e cristãos.

Deste modo, o Tempo da Páscoa já se dá, no instante em que vivemos, como obra da graça de Deus, aquilo que a vida cristã pede a cada um: amai-vos uns aos outros, como eu vos amei” (Jo 15,12). E Jesus não força ninguém a nada, mas espera que possamos dizer também com os discípulos de Emaús: “Fica conosco, Senhor!”(Lc 24,29).

Queremos mais uma vez animar e fortalecer todos à uma vida cristã autêntica, e agradecermos todo o bem que tem sido dispensado à formação dos futuros padres, com suas generosas doações materiais, confiando-os à imensa Providência de Deus e a nós nos confiando de que você é sinal da Providência divina no serviço da formação presbiteral.

Animamos ainda uma vez, que cada um se sinta responsável não só pela manutenção dos nosso Seminários, mas pela oração e animação de novas vocações ao Sacerdócio, especialmente à vida sacerdotal diocesana, como afirma no nosso papa Bento XVI: “O Concílio Vaticano II recordou, explicitamente, que o ‘dever de fomentar as vocações pertence a toda a comunidade cristã, que as deve promover sobretudo mediante uma vida plenamente cristã’ (Decr. Optatam totius, 2). Por isso, desejo dirigir uma fraterna saudação de especial encorajamento a quantos colaboram de vários modos nas paróquias com os sacerdotes. Em particular, dirijo-me àqueles que podem oferecer a própria contribuição para a pastoral das vocações: os sacerdotes, as famílias, os catequistas, os animadores. Aos sacerdotes recomendo que sejam capazes de dar um testemunho de comunhão com o Bispo e com os outros irmãos no sacerdócio, para garantirem o húmus vital aos novos rebentos de vocações sacerdotais. Que as famílias sejam ‘animadas pelo espírito de fé, de caridade e piedade’ (Ibid., 2), capazes de ajudar os filhos e as filhas a acolherem, com generosidade, o chamamento ao sacerdócio e à vida consagrada. Convictos da sua missão educativa, os catequistas e os animadores das associações católicas e dos movimentos eclesiais ‘de tal forma procurem cultivar o espírito dos adolescentes a si confiados, que eles possam sentir e seguir de bom grado a vocação divina’ (Ibid., 2).

Uma Feliz e Santa Páscoa!

Fortaleza, 24 de Abril de 2011
Domingo de Páscoa

Pe. Rafhael Silva Maciel
Reitor Seminário Propedêutico
Coord. Arquidiocesano da Pastoral Vocacional


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