Publicado em 29/03/2011 por

I Encontro Vocacional Diocesano de 2011

Aconteceu neste último final de semana (26 e 27 de março) o I Encontro Vocacional Diocesano de 2011.

Participaram aproximadamente 30 jovens vindos de várias Regiões Episcopais e Paróquias de nossa Arquidiocese. Em cada um podemos sentir a vontade de discernir bem o caminho e a vocação para a qual se sentem chamados.

O encontro foi coordenado pelo pe. Rafhael e teve a valiosa ajuda, na preparação e desenvolvimento do mesmo, do pe. Ailton Costa e dos seminaristas do Seminário Propedêutico, além dos seminaristas Antonio Carlos (Filosofia) e Vicente e Alexandre (Teologia).

Durante o encontro os vocacionados participaram da III Caminhada Penitencial da Arquidiocese.

Os jovens interessados devem procurar o seu pároco e estar engajados nas atividades da pastoral paroquial. E na Região Episcopal devem procurar o padre responsável pela PV na sua respectiva Região:

REM S. José – Pe. Rafhael
REM Bom Jesus – Pe. Francisco Neto (Bom Jardim)
REM Sagrada Família – Pe. Leonardo (Tabatinga)
REM N. S. Prazeres – Pe. Henrique (Icaraí/Tabuba)
REM N. S. Assunção – Pe. Marcos Oliveira (A. Bezerra)
REM N. S. Conceição – Pe. Josieldo (N. S. Glória)
RE Praia S. Pedro e S. Paulo – Pe. Robério (Aquiraz) e Pe. Adalgisio (Parajuru)
RE Serra – Pe. Martinho (Baturité)
RE Sertão – Pe. Dimas (Vig. Episcopal/ Paramoti)

Seminário Propedêutico: (85) 3290.1045 ou 3290 7694.

 

Publicado em 29/03/2011 por

“Depois, subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram a ele”. (Mc 3,13)

Dentro do espírito quaresmal, que nos convida à meditação e revisão de vida, mas que também pode nos fazer pensar em nossa resposta ao chamado de Deus, gostaria de voltar nossa atenção para o tema da VOCAÇÃO, do chamado que Deus faz a cada um de nós. Espero que esta meditação, feita pessoalmente, que poderá ser feita também em grupo, possa ir ser um instrumento oportuno da graça de Deus paras nossa reflexão vocacional.

A Palavra de Deus está repleta de cenas de convites, de chamados de Deus a homens e mulheres de seu povo para o seu seguimento e, para que o seguindo exerçam no meio deste mesmo povo uma missão especial. Foi o que aconteceu com Abraão (Gn 12,1-9), com Moisés (Ex 3,1-15), com os profetas (Is 6,1-12; Jr 1,4-19). Todos estes chamados possuem características semelhantes quanto ao modo como Deus chama, senão vejamos :

+ Deus faz o chamado, o convite;
+ Aquele que foi convidado resiste ao convite do Senhor;
+ Deus confirma o chamado;
+ Aquele que foi chamado responde positivamente diante da interpelação de Deus;
+ Deus revela a missão que quer confiar àquela pessoa.

Percebamos, também, que Deus não escolhe tão somente pessoas ilustres, de grande fama, ou mesmo que venham de dentro das cortes e palácios reais. Livremente Deus poderia também se servir destas pessoas e classes, mas ele vai em primeiro lugar à procura dos simples e humildes, daqueles que se deixam encontrar por Ele.

Isso nos faz pensar que, na verdade, o convite para seguir a Deus é feito por ele mesmo. É ele quem chama pelo nome, é dele a decisão e a escolha, como está dito pela boca do Profeta Isaías:

“Levantai os olhos para o céu e olhai. Quem criou todos esses astros? Aquele que faz marchar o exército completo, e a todos chama pelo nome, o qual é tão rico de força e dotado de poder, que ninguém falta ao seu chamado” (Is 40,26).

“Eu o fiz surgir do norte e ele vem, do oriente, chamei-o pelo nome; ele calca aos pés os príncipes como lama, qual o oleiro quando amassa o barro” (Is 41,25).

“E agora, eis o que diz o Senhor, aquele que te criou, Jacó, e te formou, Israel: Nada temas, pois eu te resgato, eu te chamo pelo nome, és meu” (Is 43,1).

Mais tarde o próprio Jesus dirá isso com todas letras no Evangelho : “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi” (Jo 15,16).

Assim, o Senhor Jesus, no percurso de sua missão, no anúncio do Reino de Deus também quis chamar, como seu Pai, na Antiga Aliança. Para mostrar aos homens no que comportava de fato a Boa Nova do Reino, Ele passava convidando alguns para o seu seguimento, pessoas que se deixassem fazer discípulos – por que para ser discípulo uma coisa é necessária: a disposição em deixar-se modelar pelo Mestre.

Dessa forma aquele que escuta o chamado de Jesus e responde com generosidade segue o caminho do Mestre (Lc 5,1-11; 5,27-32; 6,12-16). O convite feito é radical e requer que seja respondido com radicalidade: “Eles arrastaram os barcos para a praia, deixaram tudo e seguiram Jesus” (Lc 5,11).

Na ótica do seguimento do Cristo (“sequella Christi”) o conteúdo da resposta daquele que foi chamado é muito importante. No modo e no conteúdo da resposta quem foi chamado diz da predisposição e da generosidade nas respostas posteriores quando da aceitação dos ensinamentos do Divino Mestre. Afinal, diz-nos S. João: “O critério para saber se estamos com Jesus é este: quem diz que permanece com nele, deve também proceder como ele procedeu” (1 Jo 2,6).

Quem se propõe a ser discípulo de Jesus não pode estar ficar sujeito aos apegos e ao poder, mas deve ir abandonando tudo aquilo que possa impedir uma resposta amorosa e generosa de doação e de desprendimento (Mt 8,18-22; Mc 10,45).

A essas alturas já poderíamos nos perguntar sobre nossas respostas ao chamado que Jesus nos fez. Como temos respondido aos seus apelos de pobreza, obediência, castidade, vida de oração, …? Uma coisa é certa: de algum modo já estamos dando um passo importante quando paramos para ouvi-lo e saímos de nossa acomodação para segui-lo. Mas, é necessário mais, é necessário sabermos se estamos seguindo de coração sincero e aberto, ou se estamos ainda colocando condições para o seguimento.

Tendo em conta tudo o que estamos refletindo é interessante indicarmos uma primeira condição para o discípulo de Jesus:

“A escuta atenta do Mestre” (Lc 10,38-42) – para ser verdadeiro e autêntico discípulo de Jesus faz-se necessário colocar-se aos pés dele e parar para escutá-lo, uma vez que podemos estar submetidos ao estilo de ser deste mundo ou submetidos à vontade de Deus. Por que o discípulo senta-se aos pés do Mestre?

– Para receber formação e mais conhecimentos – para beber da fonte da água viva!
– Para aprender a obedecer – pois só na escuta atenta do Mestre poder-se-á saber o que de verdade devemos fazer segundo sua vontade.
– Para fazer comunhão íntima com o Mestre, pois aquela que se coloca em escuta atenta ao obedece – ama – contempla – crê;

A escuta atenta, que se dá pela Leitura Orante da Palavra, na oração pessoal e comunitária. Esta é uma primeira condição sem a qual o discípulo enfraquece.

Ficamos por aqui, e espero que a reflexão seja boa. Outras condições para o seguimento do Senhor virão posteriormente.

Proponho agora que você reze, não somente os textos da Palavra de Deus que foram citados, mas a oração que segue abaixo, fazendo com ela a nossa entrega pessoal ao Senhor:

“Recebei, Senhor, minha liberdade inteira.
Recebei minha memória, minha inteligência e toda a minha vontade.
Tudo o que tenho ou possuo de vós me veio;
Tudo vos devolvo e entrego sem reserva
Para que a vossa vontade tudo governe.
Dai-me somente vosso amor e vossa graça e nada mais vos peço,
Pois serei bastante rico.” (Sto. Inácio de Loyola)

Deus nos abençoe.

Pe. Rafhael Silva Maciel
Reitor Seminário Propedêutico e Coordenador da Pastoral Vocacional da Arquidiocese

Publicado em 29/03/2011 por

Conhecendo Salesópolis

No dia seguinta à Ordenação Episcopal de Dom Rosalvo, dom Airton (Bispo de Migo das Cruzes) levou Dom José Antonio para conhecer Salesópolis, cidade e paróquia onde estava servindo o nosso novo bispo auxiliar. Na ocasião também conhecemos a nascente do Rio Tietê, vivenciando, de algum modo, a Campanha da Fraternidade.

A partir do que vimos, da limpidez da água na sua nascente, e do que conhecemos pelos meios de comunicação sobre o Rio Tietê, a mão do homem consegue danificar e estragar inconsequentemente a natureza, a obra da Criação. Esta visita nos fez pensar ainda mais no cuidado que devemos ter com os bens que o Senhor pôs em nossas mãos.

Na visita fomos à Igreja Matriz de Salesópolis, que está para completar 100 anos neste ano de 2011, e na nascente do Tietê, tomamos água potável.

Fonte: Pe. Raphael

Publicado em 28/03/2011 por

Ordenação Episcopal de Dom Rosalvo

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Publicado em 28/03/2011 por

Pré-Jornada Diocesana na Região Episcopal N. S. dos Prazeres

Nós que fazemos parte da Região Episcopal Nossa Senhora dos Prazeres, termos o orgulho de convidar você e toda a juventude para o dia 10 de abril, às 14h30min, na quadra poliesportiva do ABC do Pecém – São Gonçalo do Amarante, se unir a nós em nossa Pré-Jornada Diocesana.

Cartaz e Programação

O Setor Juventude lança subsídio para a realização das Jornadas Diocesanas da Juventude em todo o Brasil

Fruto do trabalho de jovens representantes das várias expressões eclesiais da juventude de todo o Brasil, o subsídio Jornada Diocesana da Juventude 2011 – “Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé” (cf. Cl 2,7) tem como objetivo criar uma caminhada de formação e preparação para um novo tempo de evangelização da juventude brasileira.

Esse será o primeiro texto de uma coleção produzida para ajudar os jovens a caminhar em unidade pastoral, temática e celebrativa com a Igreja que, em diferente partes do mundo, vivencia a diversidade na celebração da unidade pelas Jornadas Diocesanas da Juventude (JDJ).

O subsidio, que será lançado pelas Edições CNBB, foi elaborado sob a coordenação de dom Eduardo Pinheiro e de padre Carlos Sávio Ribeiro, respectivamente bispo referencial e assessor nacional do Setor Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A assessoria aos jovens foi feita pelo estudioso das Jornadas Mundiais da Juventude, Erofilho Cardozo, e pela assessora do Setor Universidades da CNBB, irmã Maria Eugênia Lloris.

O material de 2011 visa ajudar os jovens a se prepararem para a celebração da JDJ e tem como subtítulo o tema da Jornada Mundial da Juventude, que acontece em Madri, na Espanha, no mês de agosto. O texto dá dicas e sugestões para essa preparação, abrindo espaço para a criatividade e a adaptação às realidades dos jovens. O documento propõe a realização de três encontros: um enfocando o relação pessoal com Jesus Cristo, outro dedicado à vivência do jovem na Igreja e outro voltado à atuação do jovem cristão na sociedade.

São apresentadas sugestões práticas para que a juventude possa conhecer a profundidade das mensagens bíblicas e experimentar a riqueza da espiritualidade celebrada nas jornadas e testemunhar o amor de Cristo no mundo hoje.

O subsídio Jornada Diocesana da Juventude 2011 pode ser adquirido direto no site das Edições CNBB, pelo telefone (61) 2193-3019.

 

Publicado em 27/03/2011 por

Missa de Ordenação Episcopal de Dom Rosalvo

Dom Rosalvo Cordeiro de Lima foi ordenado bispo no Ginásio do Clube Náutico, Mogi das Cruzes-SP. O Bispo Sagrante foi Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, Arcebispo de Fortaleza-CE, Bispos Consagrantes Dom Emílio Pignoli e Dom Paulo Antonino Mascarenhas Roxo,Opraem, estiveram presentes Dom Airton José dos Santos, Dom Moacir Silva, Dom Fernando Legal,SDB, Dom Tomé Ferreira da Silva, Dom Armando Martin Guitiérrez,FAM, Dom José Luiz Ferreira Sales,CSsR e Dom João José da Costa,OCarm, além do clero diocesano de Mogi das Cruzes, padres de dioceses vizinhas, religiosos, parentes, amigos de Dom Rosalvo, autoridades civis e militares da Região do Alto Tietê e numerosos fiéis que lotaram o Clube Náutico Mogiano.

A Bula Pontifícia do Papa Bento XVI foi lida pelo assistente Pe Jorge Eduardo Coimbra do Almo, Reitor do Seminário Diocesano Imaculada Conceição – Nova Friburgo-RJ, Monsenhor Carlos José de Oliveira, Pároco do Santuário Arquidiocesano de Nossa Senhora da Piedade – Lençois Paulista-SP também esteve presente como padre assistente.

A emoção tomou conta de todos com a Ordenação Episcopal do 1o. Padre Diocesano de Mogi das Cruzes, já que a Diocese completa no próximo ano, seu Jubileu de Ouro, 50 anos de Instalação, conforme as palavras de Dom Airton José dos Santos, Bispo Diocesano.

 

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Emoção marca ordenação de dom Rosalvo Cordeiro de Lima

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Encontros no dia 26 de março no Centro Pastoral, Maria Mãe da Igreja

Publicado em 26/03/2011 por

Mensagem da CNBB pela beatificação de João Paulo II

Por ocasião da beatificação do Papa João Paulo II

“Deus nos chamou à santidade” (1 Ts 4,7)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) dirige-se aos católicos e a todas as pessoas de boa vontade para manifestar sua alegria e gratidão a Deus pela beatificação do Servo de Deus, João Paulo II, no próximo dia primeiro de maio. O Papa João Paulo II amava muito o Brasil e visitou nosso País por três vezes. Entre nós, ele foi carinhosamente acolhido e aclamado como “João de Deus”.

A beatificação nos incentiva a aprofundar nossa vocação universal à santidade. Na sua primeira mensagem, ele convidou a todos: “abri as portas a Cristo Jesus!” Sua vida foi um testemunho eloquente de santidade, pela grande fé, amor à Eucaristia, devoção filial a Maria e pela prática do perdão incondicional. A Palavra de Deus foi por ele intensamente vivida e anunciada aos mais diferentes povos. A espiritualidade da cruz o acompanhou na experiência da orfandade e da pobreza, nas atrocidades da guerra e do regime comunista, mas principalmente no atentado sofrido na Praça de São Pedro. De maneira serena e edificante, suportou as incompreensões e oposições, as limitações da idade avançada e da doença.

O mundo inteiro foi edificado pelo seu empenho em favor da vida, da família e da paz, dos direitos humanos, da ecologia, do ecumenismo e do diálogo com as religiões. Revelou-se um grande líder mundial, um verdadeiro “pai” da família humana. Pediu várias vezes perdão pelas falhas históricas dos filhos da Igreja. Ele mesmo foi ao encontro do seu agressor, na prisão, oferecendo-lhe o perdão. Pela encíclica Dives in Misericordia e na instituição do “Domingo da Divina Misericórdia”, manifestou seu compromisso com a reconciliação da humanidade.

Foi um papa missionário. Numerosas viagens apostólicas marcaram seu pontificado e incentivaram, na Igreja, o ardor missionário e o diálogo com as culturas. No Grande Jubileu conclamou e encorajou a Igreja a entrar no terceiro milênio cristão, “lançando as redes em águas mais profundas”. Afirmou e promoveu a dignidade da mulher; ampliou o ensino Social da Igreja e confirmou que a promoção humana é parte integrante da evangelização. Valorizou os meios de comunicação social a serviço do Evangelho. A todos cativou pelo seu afeto e sensibilidade humana; crianças, jovens, pobres, doentes, encarcerados e trabalhadores foram seus preferidos.

O Papa João Paulo II estimulou, especialmente, as vocações sacerdotais, religiosas e missionárias. Aos sacerdotes dirigiu, todos os anos, na Quinta-Feira Santa, sua Mensagem pessoal. Leigos e consagrados foram valorizados e encorajados nos Sínodos a eles dedicados, para promover sua dignidade, vocação e missão na Igreja.

Convidamos, portanto, todo o povo a louvar e agradecer a Deus pela beatificação do Papa João Paulo II. “O Brasil precisa de santos”, proclamou ele na beatificação de Madre Paulina. Sensibilizados por essas palavras, confiamos à sua intercessão a santificação da Igreja e a paz no mundo. Fazemos votos de que seu testemunho e seus ensinamentos continuem a animar a grande família dos povos na construção de uma convivência justa, solidária e fraterna, sinal do Reino de Deus, entre nós.

Brasília, na Solenidade da Anunciação do Senhor, 25 de março de 2011

Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana, Presidente da CNBB

Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus, Vice-Presidente da CNBB

Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro, Secretário-Geral da CNBB

Publicado em 26/03/2011 por

Meditação do Evangelho – 3º Domingo da Quaresma (Jo 4, 5-42)

Neste terceiro domingo da quaresma, repleto de significado batismal, nos encontramos com Jesus no momento em que o calor do sol e a fadiga do caminho são mais agudos e com os nossos corações tomados pela sede somos convidados a reconhecer no Senhor a fonte da vida e fazer deste o encontro decisivo de nossas vidas!

O trecho do Evangelho deste domingo acontece durante a viagem que Jesus faz da Judéia para a Galiléia, passando pela Samaria. Bem sabemos que existe uma diferença acirrada entre judeus e samaritanos os quais chegavam ao ponto de cultivarem o ódio mutuamente, isto devido a origem do povo samaritano (cf. Eclo 17,24-41) o qual não se manteve fiel ao culto do verdadeiro Deus.

Jesus encontra-se sentado, pois a hora (meio-dia) e o cansaço agregados a fome e a sede são intensos. Enquanto os discípulos saem para comprar alimento na cidade acontece o encontro com uma mulher samaritana junto ao poço de Jacó. O Senhor toma a iniciativa do diálogo pedindo-lhe água e com a surpresa da mulher dada a sua atitude Ele mesmo propõe uma mudança na forma de como esta mulher percebia a sua vida: “Se conhecesses o dom de Deus…”

A mulher, na verdade, tem sede de ser amada – possuindo cinco maridos sem nenhum pertencer a ela e Jesus apresenta-se como a fonte da água viva que sacia toda sede do coração humano. O texto, denso em detalhes, também aponta que os verdadeiros adoradores são aqueles que, em espírito e verdade – com o seu testemunho estão no mundo fornecendo um exemplo crível da presença de Deus.

O olhar da mulher – que propositalmente não tem um nome, pois poderá ser um de nós – começa a migrar de suas necessidades fundamentais (colher água na fonte) para a salvação de sua vida (“Quando vier o Messias, ele nos explicará tudo”). O mesmo acontece com o alimento que os discípulos não compreendem quando Jesus diz: “Tenho para comer um alimento (fazer a vontade do Pai) que não conheceis”. Comer e beber embora sejam indispensáveis para a vida humana aqui são, de certa forma, colocados em segundo plano frente a uma necessidade ainda mais fundamental e importante: reconhecer que somente em Deus por meio de Jesus Cristo temos pacificadas todas as nossas demandas!

A eucaristia que celebramos em memória do Senhor nos capacita a buscar na Palavra proclamada e no pão e no vinho – corpo e sangue de Cristo – a fonte que sacia as nossas necessidades. Muitas vezes, assim como o povo sedento no deserto, fechamos o coração, não ouvimos a voz de Deus e murmuramos!

Somente a paz que Cristo nos oferece por meio do seu sacrifício nos reconcilia como Pai inteiramente e nos convida a reconhecermos neste ato livre de amor o verdadeiro dom de Deus capaz de saciar-nos com a sua presença.

A Campanha da Fraternidade quer ser um alerta contra o desperdício, a privatização e o envenenamento das águas, além de despertar em nós a necessária consciência de que muitas vezes o consumo exagerado e compulsivo não consegue suprir totalmente o coração do ser humano, muito pelo contrário gera cada vez mais vazio!

Pe. Fernando Antonio Carvalho Costa

 


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